sexta-feira, 30 de março de 2012

Paciência é uma virtude (que eu não tenho)



Meu segundo nome é Paciência. O Primeiro, é Sem. Meme mais que compartilhado nas redes sociais.

Confesso: a cada ano, fico mais exigente comigo mesma e, obviamente, com os que estão à minha volta.

Ouvi dizer por aí que a maturidade vem abraçada à paciência, à calma, à tranquilidade, ou ao arrefecimento de seus respectivos contrapontos. Sei não...

Baseada nisso, tenho cá as minhas dúvidas se sou madura o suficiente para minha idade e experiências, ou se meu processo, de modo diferente, muito diferente, está mais lento. Ou se estou passando por uma fase de teste, ainda. Se for o caso, estou r-e-p-r-o-v-a-d-a.

Esse relato é porque minha paciência e tolerância andam em níveis obscenamente baixos. Talvez alguém se identifique e precise de ajuda, como eu.

O que ocorre/faço quando estou assim? Primeiramente, minha respiração natural vai para o saco. E dá-lhe falta de ar. Na última vez que isso me aconteceu, resultou em uma caixa de ansiolítico do qual usufruirei até o próximo dia 20 de novembro. Normalmente não faria uso de medicação, mas já estava muito cansada. Meus métodos terapêuticos contumazes (fazer artesanato, ler, ouvir músicas) não estavam adiantando.

Em situações várias isso pode me acontecer. Preocupações com família, saúde, trabalho, passado, futuro, tudo se torna desagregador e fica difícil lidar, pois, há coisas que não posso resolver por incapacidade ou por não ter competência, por não ser da minha alçada.  Entenda-se competência, neste caso, como algo outorgado.

A vida passa e nós voamos.

Calma? Como assim? Afinal, tudo anda muito mais rápido. Somos demandados muito rapidamente e cobrados mais rapidamente ainda.  A vida não para, para eu ficar bem.

Baseada nisso, vou me exercitando e, às vezes, finjo ter paciência com algumas coisas. Estou dando a real.

Hoje? Vou na valsa...A vida é tão rara... 


Bora ouvir música?? Lenini: Paciência

Magda

Reeditado em 07 de novembro de 2016.


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

* * *